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Porque o Japão não alaga

Esta semana tivemos a terrível notícia de que o Japão estava enfrentando o maior desastre natural de sua história. Além da tsunami, que devastou o litoral do país e diversos terremotos, deparamos com a situação de risco das usinas nucleares.
Embora tenhamos péssimas notícias até o momento, tratarei hoje de um assunto que se liga direta e indiretamente ao que está acontecendo na terra do sol nascente. Trata-se de como eles tem se preparado para desgraças como essas. É um tanto quanto surpreendente ver que algo da ficção nipônica está sendo utilizada na vida real.
Apesar do território japonês ficar localizado entre duas placas tectônicas e isso contribuir para a incidência de terremotos, os japoneses foram se aperfeiçoando ao longo dos anos para lidar com desastres naturais. Provavelmente é a nação mais preparada para lidar com catástrofes, mesmo com o ocorrido atual.
Sabendo que o país é constantemente assolado por tufões e chuvas, como lidam com isso? Drenando-os com os G-Cans.
Os japoneses desenvolveram um sistema de escoamento de águas pluviais por meio de reservatórios gigantescos. Estes impedem a água de sobrecarregar o sistema de esgoto pluvial, evitando o transbordamento e possíveis enchentes.
As tubulações atravessam o subterrâneo de algumas cidades japonesas, drenando a água excendente de cinco rios da periferia de Tokyo.
O sistema consiste em:
- 5 reservatórios subterrâneos de 32m de diâmetro por 65m de profundidade que ficam 50m abaixo da superfície
- Interligados por 10,6 Km de tubulações com 10m de diâmetro
- O tanque possui a capacidade de cerca de 340.000 m³ e dimensões de 177 m de comprimento, 25m de altura e 77 m de largura.
- O teto é sustentado por 59 pilares de 500 t cada um.
O mais incrível é criar algo do gênero em um país que sofre constantemente com terremotos e mesmo assim não seja danificado por abalos sísmicos.
Os reservatórios não tem apenas a função de armazenar água mas também de evacuá-la para um rio caso necessário. Para isso dispõe de dez turbinas com 14.000 cavalos de potência capazes de bombear cerca de 200 t de água por segundo para exterior.

Como funciona:
Os quatro primeiros reservatórios recebem a água exedente de cinco rios. Depois a água vai para um quinto reservatório onde é transferida para o tanque, onde finalmente é bombeada para o rio Edogawa (como mostra o esquemático).
Galeria de Imagens:
O G-Cans Project é o maior sistema de drenagem do mundo e teve um custo aproximado de 1.500 milhões de euros. As obras foram iniciadas em 1992, sendo concluídas apenas em 2004. Em épocas de seca o G-Cans fica aberto para visitação, sendo utilizado inclusive para filmagens de filmes e comerciais.
Fontes: WikiArquicteture e KTR.
A Porta do Inferno
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O Portal para o Inferno? Não, isso não é um filme de ficção. Apesar do visual, a cratera foi uma tentativa de construir uma mina de gás natural que deu tremendamente errado. Darvaz (ou Darvaza como também é conhecida) é um pequeno vilarejo que fica no Turcomenistão. Com cerca de 350 habitantes, fica localizado no deserto de Karakum que ocupa cerca de 70% do território do país. A região é rica em jazidas de petróleo, enxofre e gás natural.

Em 1971, geólogos soviéticos efetuaram estudos de viabilidade para extração de gás natural no local e ocorreu um acidente que provocou o soterramento da equipe de escavação.

Com isso foi descoberta uma caverna subterrânea de grande profundidade, repleta de gás venenoso. Devido a periculosidade da substância, as perfurações tiveram que ser suspensas.

Para resolver o problema os geólogos decidiram incinerar a região da entrada da caverna para eliminar todo o gás tóxico em seu interior, por combustão. A medida foi tomada pois os geólogos acreditavam que a equipe soterrada já estava morta e eles receavam que o gás escapasse da caverna, podendo trazer conseqüências para a população.

O plano não ocorreu como o esperado. O gás que deveria queimar durante algumas semanas continua queimando há 40 anos, sem extinguir. Não há nenhuma previsão de quando as chamas vão se apagar e ninguém tem noção da quantidade de gás que ainda existe no interior da caverna. O local ficou conhecido como “A Porta do Inferno” (The Door to Hell) devido as constantes chamas que proporcionam este cenário assustador. Mesmo situada em uma região de difícil acesso, a cratera recebe turistas interessados no fenômeno. Devido ao calor proveniente só é possível se aproximar dela por alguns minutos. Na mesma região existem mais duas crateras de origem similar, mas sem chamas devido a menor concentração de gases. Uma delas até contem um lago.






Como ajudar as vítimas do desastre no Japão
Mesmo estando do outro lado do mundo temos como ajudar as vítimas do desastre no Japão. O brasileiro tem o espírito de ajudar e assim como nossos vizinhos da Região Serrana, nossos amigos do outro lado do mundo precisam de auxílio.
CONTAS PARA DOAÇÃO
Cinco comunidades japonesas no Brasil estão recebendo doações e disponibilizaram contas correntes para que doadores possam depositar qualquer quantia.
Sociedade Brasileira de Cultura Japonesa e de Assistência Social
Banco Bradesco
Agência: 0131-7
Conta corrente: 112959-7
Beneficência Nipo-Brasileira de São Paulo
Banco Bradesco
Agência: 0131-7
Conta corrente: 131000-3
Federação das Associações de Províncias do Japão no Brasil
Banco do Brasil
Agência: 1196-7
Conta corrente: 29921-9
Associação Miyagui Kenjinkai do Brasil
Banco Bradesco
Agência: 0131-7
Conta corrente: 120459-9
E utilizem a hashtag #prayforjapan no Twitter!