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Como ajudar as vítimas do desastre no Japão

Mesmo estando do outro lado do mundo temos como ajudar as vítimas do desastre no Japão. O brasileiro tem o espírito de ajudar e assim como nossos vizinhos da Região Serrana, nossos amigos do outro lado do mundo precisam de auxílio.

CONTAS PARA DOAÇÃO
Cinco comunidades japonesas no Brasil estão recebendo doações e disponibilizaram contas correntes para que doadores possam depositar qualquer quantia.

Sociedade Brasileira de Cultura Japonesa e de Assistência Social
Banco Bradesco
Agência: 0131-7
Conta corrente: 112959-7

Beneficência Nipo-Brasileira de São Paulo
Banco Bradesco
Agência: 0131-7
Conta corrente: 131000-3

Federação das Associações de Províncias do Japão no Brasil
Banco do Brasil
Agência: 1196-7
Conta corrente: 29921-9

Associação Miyagui Kenjinkai do Brasil
Banco Bradesco
Agência: 0131-7
Conta corrente: 120459-9

E utilizem a hashtag #prayforjapan no Twitter!

Porque o Japão não alaga

Esta semana tivemos a terrível notícia de que o Japão estava enfrentando o maior desastre  natural de sua história. Além da tsunami, que devastou o litoral do país e diversos terremotos, deparamos com a situação de risco das usinas nucleares.

Embora tenhamos péssimas notícias até o momento, tratarei hoje  de um assunto que se liga direta e indiretamente ao que está acontecendo na terra do sol nascente. Trata-se de como eles tem se preparado para desgraças como essas. É um tanto quanto surpreendente ver que algo da ficção nipônica está sendo utilizada na vida real.

Apesar do território japonês ficar localizado entre duas placas tectônicas e isso contribuir para a incidência de terremotos, os japoneses foram se aperfeiçoando ao longo dos anos para lidar com desastres naturais. Provavelmente é a nação mais preparada para lidar com catástrofes, mesmo com o ocorrido atual.

Sabendo que o país é constantemente assolado por tufões e chuvas, como lidam com isso? Drenando-os com os G-Cans.

Os japoneses desenvolveram um sistema de escoamento de águas pluviais por meio de reservatórios gigantescos.  Estes impedem a água de sobrecarregar o sistema de esgoto pluvial, evitando o transbordamento e possíveis enchentes.

As tubulações atravessam o subterrâneo de algumas cidades japonesas, drenando a água excendente de cinco rios da periferia de Tokyo.

O sistema consiste em:

  • 5 reservatórios subterrâneos de 32m de diâmetro por 65m de profundidade que ficam 50m abaixo da superfície
  • Interligados por 10,6 Km de tubulações com 10m de diâmetro
  • O tanque possui a capacidade de cerca de 340.000 m³ e dimensões de 177 m de comprimento, 25m de altura e 77 m de largura.
  • O teto é sustentado por 59 pilares de 500 t cada um.

O mais incrível é criar algo do gênero em um país que sofre constantemente com terremotos e mesmo assim não seja danificado por abalos sísmicos.

Os reservatórios não tem apenas a função de armazenar água mas também de evacuá-la para um rio caso necessário. Para isso dispõe de dez turbinas com 14.000 cavalos de potência capazes de bombear cerca de 200 t de água por segundo para exterior.

Como funciona:
Os quatro primeiros reservatórios recebem a água exedente de cinco rios. Depois a água vai para um quinto reservatório onde é transferida para o tanque, onde finalmente é bombeada para o rio Edogawa (como mostra o esquemático).


Galeria de Imagens:

O G-Cans Project é o maior sistema de drenagem do mundo e teve um custo aproximado de 1.500 milhões de euros. As obras foram iniciadas em 1992, sendo concluídas apenas em 2004. Em épocas de seca o G-Cans fica aberto para visitação, sendo utilizado inclusive para filmagens de filmes e comerciais.

Fontes: WikiArquicteture e KTR.

A Porta do Inferno

O Portal para o Inferno? Não, isso não é um filme de ficção. Apesar do visual, a cratera foi uma tentativa de construir uma mina de gás natural que deu tremendamente errado. Darvaz  (ou Darvaza como também é conhecida) é um pequeno vilarejo que fica no Turcomenistão. Com cerca de 350 habitantes, fica localizado no deserto de Karakum que ocupa cerca de 70% do território do país. A região é rica em jazidas de petróleo, enxofre e gás natural.

Em 1971, geólogos soviéticos efetuaram estudos de viabilidade para extração de gás natural no local e ocorreu um acidente que provocou o soterramento da equipe de escavação.


Com isso foi descoberta uma caverna subterrânea de grande profundidade, repleta de gás venenoso. Devido a periculosidade da substância, as perfurações tiveram que ser suspensas.

Para resolver o problema os geólogos decidiram incinerar a região da entrada da caverna para eliminar todo o gás tóxico em seu interior, por combustão. A medida foi tomada pois os geólogos acreditavam que a equipe soterrada já estava morta e eles receavam que o gás escapasse da caverna, podendo trazer conseqüências para a população.


O plano não ocorreu como o esperado. O gás que deveria queimar durante algumas semanas continua queimando há 40 anos, sem extinguir. Não há nenhuma previsão de quando as chamas vão se apagar e ninguém tem noção da quantidade de gás que ainda existe no interior da caverna. O local ficou conhecido como “A Porta do Inferno” (The Door to Hell) devido as constantes chamas que proporcionam este cenário assustador. Mesmo situada em uma região de difícil acesso, a cratera recebe turistas interessados no fenômeno. Devido ao calor proveniente só é possível se aproximar dela por alguns minutos. Na mesma região existem mais duas crateras de origem similar, mas sem chamas devido a menor concentração de gases. Uma delas até contem um lago.