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Porque o Japão não alaga
Esta semana tivemos a terrível notícia de que o Japão estava enfrentando o maior desastre natural de sua história. Além da tsunami, que devastou o litoral do país e diversos terremotos, deparamos com a situação de risco das usinas nucleares.
Embora tenhamos péssimas notícias até o momento, tratarei hoje de um assunto que se liga direta e indiretamente ao que está acontecendo na terra do sol nascente. Trata-se de como eles tem se preparado para desgraças como essas. É um tanto quanto surpreendente ver que algo da ficção nipônica está sendo utilizada na vida real.
Apesar do território japonês ficar localizado entre duas placas tectônicas e isso contribuir para a incidência de terremotos, os japoneses foram se aperfeiçoando ao longo dos anos para lidar com desastres naturais. Provavelmente é a nação mais preparada para lidar com catástrofes, mesmo com o ocorrido atual.
Sabendo que o país é constantemente assolado por tufões e chuvas, como lidam com isso? Drenando-os com os G-Cans.
Os japoneses desenvolveram um sistema de escoamento de águas pluviais por meio de reservatórios gigantescos. Estes impedem a água de sobrecarregar o sistema de esgoto pluvial, evitando o transbordamento e possíveis enchentes.
As tubulações atravessam o subterrâneo de algumas cidades japonesas, drenando a água excendente de cinco rios da periferia de Tokyo.
O mais incrível é criar algo do gênero em um país que sofre constantemente com terremotos e mesmo assim não seja danificado por abalos sísmicos.
Os reservatórios não tem apenas a função de armazenar água mas também de evacuá-la para um rio caso necessário. Para isso dispõe de dez turbinas com 14.000 cavalos de potência capazes de bombear cerca de 200 t de água por segundo para exterior.
Como funciona:
Os quatro primeiros reservatórios recebem a água exedente de cinco rios. Depois a água vai para um quinto reservatório onde é transferida para o tanque, onde finalmente é bombeada para o rio Edogawa (como mostra o esquemático).
Galeria de Imagens:
O G-Cans Project é o maior sistema de drenagem do mundo e teve um custo aproximado de 1.500 milhões de euros. As obras foram iniciadas em 1992, sendo concluídas apenas em 2004. Em épocas de seca o G-Cans fica aberto para visitação, sendo utilizado inclusive para filmagens de filmes e comerciais.
Fontes: WikiArquicteture e KTR.